
O Ministério do Trabalho e Emprego confirmou que serão liberados R$ 7 bilhões para o novo saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
O pagamento vai beneficiar 10 milhões de trabalhadores que estavam no saque-aniversário e foram demitidos entre 2020 e 2025.
A medida faz parte do pacote que o governo federal prepara para reduzir o endividamento das famílias. A ideia é utilizar os valores na renegociação de dívidas de cartão de crédito.
O programa de renegociação de dívidas deverá ter descontos concedidos pelos bancos e garantia do governo para o saldo restante.
Mesmo com a primeira redução da Selic, a taxa básica de juros, por parte do Banco Central em março, o percentual de famílias brasileiras com dívidas a vencer atingiu 80,4% em março de 2026.
Esse foi o maior nível da série histórica da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor).
O índice, divulgado na semana passada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), superou os 80,2% de fevereiro.
Com o recorde de dívidas, o governo federal estuda medidas nos moldes do Desenrola Brasil, que beneficiou 15 milhões de pessoas com a negociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas, entre 2023 e 2024. Mas tem enfrentado críticas por ser ano eleitoral.