
O governo brasileiro tenta frear a discussão em curso nos Estados Unidos para classificar as facções Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas, pelo menos, até a conversa presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington.
Segundo fontes da diplomacia, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, pediu por telefone ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que não encaminhe ao Parlamento dos EUA a decisão de classificar PCC e CV como grupos terroristas.
A solicitação foi feita porque, se Rubio fizer isso, o Congresso norte-americano tem um prazo de sete dias para fazer a análise .
O chanceler pediu que Rubio aguarde o encontro entre Lula e Trump, já que o governo brasileiro quer mostrar, na reunião, como tem atuado no combate ao crime organizado no país.
Lula pretende fazer uma visita oficial à Casa Branca, para se reunir com o presidente Donald Trump. A ideia inicial era que o encontro ocorresse neste mês de março, mas diante da dificuldade de agendas, uma data ainda não foi acertada.
Em paralelo, a embaixada do Brasil em Washington também atua para frear a análise. Caso Rubio não atenda o pedido, diplomatas brasileiros serão escalados para fazer o corpo a corpo com parlamentares nos EUA.