
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne na tarde desta segunda-feira (11) com o vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Eles devem alinhar os últimos detalhes do plano de contingência, que busca conter o impacto das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
- linhas de crédito para as empresas impactadas pela sanção americana, para financiar investimentos e capital de giro das companhias;
- adiamento das cobranças de tributos e contribuições federais por até dois meses, repetindo um movimento adotado pelo Planalto na pandemia de Covid-19; e
- compras públicas de mercadorias perecíveis. Há uma preocupação com os estoques de alimentos como peixes, frutas e mel, parados desde o anúncio do presidente americano, Donald Trump.
Segundo interlocutores do Planalto, a expectativa é que as medidas sejam anunciadas ainda nesta segunda. Inicialmente, a previsão era até terça (12).
A reunião no Palácio do Planalto está marcada para 17h. Embora não esteja na agenda, fontes do governo afirmaram que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros ministros estarão presentes.
Primeiras medidas
Um dos responsáveis pela articulação do plano é Alckmin que, neste sábado (9), afirmou que o governo lançará um “programa bem amplo”.
“Tem setores que nos preocupam. Café, carne e especialmente indústria de máquinas — motores e máquinas. O produto commodity é mais fácil você encaixar em outro lugar. A indústria é mais específica, é mais difícil”, afirmou Alckmin na ocasião.
“Por isso, o governo está lançando — aguarde aí, 24, 48 horas — um programa bem amplo de apoio para preservar emprego e as empresas poderem retomar e fortalecer sua atividade econômica”, completou o vice-presidente.
Alckmin cumpriu agenda em São Paulo neste fim de semana. Ele, inclusive, cancelou os compromissos que teria ao longo desta segunda na capital paulista e voltou mais cedo para Brasília.
Pela manhã, Alckmin participaria do 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).
Durante a tarde, iria ao lançamento do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil).
Segundo informações da Apex, a agenda foi cancelada por causa de um “compromisso inadiável” de Alckmin em Brasília.
Fonte G1