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Tarifaço de Trump ao Brasil é adiado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na quinta-feira (31) uma ordem executiva que impõe tarifas recíprocas entre 10% e 41% a produtos de 68 países, além da União Europeia. O chamado “tarifaço”, que entraria em vigor nesta sexta-feira (1º), foi adiado para o dia 7 de agosto. O Brasil será o país mais impactado, com uma taxação total de 50% sobre suas exportações.

Em abril, o governo norte-americano já havia anunciado uma tarifa mínima de 10% para produtos brasileiros. Agora, com um novo decreto assinado na quarta-feira (30), Trump adicionou mais 40% de sobretaxa, elevando o total para 50%. A medida coloca o Brasil à frente de países como Síria (41%), Laos (40%) e Myanmar (40%) na lista dos mais atingidos.

As tarifas recíprocas foram inicialmente anunciadas em 2 de abril, data que Trump apelidou de “Dia da Libertação”. Uma semana depois, o governo dos EUA prorrogou a implementação por 90 dias para negociações com os países envolvidos. No caso do Brasil, o prazo está se esgotando.

Exportações brasileiras sob pressão

Segundo estimativas da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as novas tarifas devem atingir 35,9% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 14,5 bilhões (cerca de R$ 81,2 bilhões) em 2024.

Apesar da medida rigorosa, cerca de 694 produtos brasileiros foram isentados da sobretaxa de 40%. Entre eles estão suco de laranja, castanha-do-Pará, petróleo, minério de ferro e peças de aviação civil, que representam 45% das exportações para os Estados Unidos — um total de US$ 18 bilhões (R$ 100,8 bilhões) no último ano.

Além disso, 19,5% das exportações brasileiras já estão sujeitas a tarifas específicas aplicadas a todos os países, como autopeças, que são taxadas em 25% com base na Seção 232 de segurança nacional. Esses produtos não serão afetados pelo novo pacote tarifário.

“Em linhas gerais, a maior parte das exportações brasileiras (64,1%) segue concorrendo com produtos de outras origens no mercado americano em condições semelhantes”, destacou o Mdic.

O governo brasileiro ainda não anunciou oficialmente se tomará medidas diplomáticas ou comerciais em resposta à decisão norte-americana.

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