Ícone da mesa brasileira por décadas, o tradicional prato marrom da Duralex está de volta aos holofotes — agora como peça de colecionador. Com a produção descontinuada, itens da marca como pratos, copos e tigelas em vidro âmbar têm sido vendidos por valores que ultrapassam os R$ 300 em sites de comércio eletrônico. O motivo? A combinação de nostalgia, estética retrô e raridade.
Presente em lares de todo o país desde os anos 1970, o prato marrom se popularizou especialmente nas décadas de 1980 e 1990. Era presença certa em merendas escolares, almoços de domingo e na casa das avós. Produzido em vidro temperado — resistente a choques térmicos e impactos — o material se destacou pela durabilidade e praticidade no uso diário.
Origem francesa e sucesso no Brasil
A Duralex foi criada em 1945 na França, e seu nome tem origem na expressão latina “Dura lex, sed lex” (“A lei é dura, mas é a lei”). Os produtos começaram a chegar ao Brasil entre os anos 60 e 70 e logo conquistaram os consumidores com sua proposta de resistência e custo acessível.
No país, o modelo âmbar — conhecido como “prato marrom” — se tornou sinônimo de louça do dia a dia. Pratos rasos, fundos, copos e tigelas marrons eram comuns em praticamente todas as cozinhas brasileiras. A popularidade foi tamanha que, mesmo após o fim da produção, muitos ainda guardam os utensílios como herança familiar.
Hoje, além de símbolo de resistência, o prato Duralex marrom carrega um forte valor afetivo, e sua estética vintage conquistou espaço também entre os entusiastas de decoração retrô. Com a alta procura e a escassez no mercado, os preços dispararam — e o velho conhecido da mesa brasileira ganhou status de relíquia.
Com informações do portal britânico Independent e ND+