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Richarlison desabafa no retorno à Seleção

Foto: Divulgação internet

Sincero e espontâneo, Richarlison voltou a vestir a camisa da Seleção Brasileira após mais de um ano e meio afastado e não poupou palavras ao comentar o conturbado período vivido pela equipe desde o fim da Copa do Mundo de 2022. Em entrevista, o camisa 9 falou sobre críticas, pressões e sua relação visceral com a Amarelinha, marcada por 20 gols em 49 partidas — marca que o coloca como o terceiro maior artilheiro em atividade pela Seleção.

“Sei lá, esse meio político da CBF e tudo mais, a imprensa atacava todo mundo, era uma bagunça danada, o treinador não tinha tempo para trabalhar”, afirmou o atacante. “Creio que agora deu uma mudada. O Mister vai ter um pouco mais de tempo… Eu estava machucado, doido para estar aqui e ajudar, mas naquele momento não podia fazer nada. Era muita coisa envolvida em torno de nós, jogadores.”

As declarações reforçam críticas feitas anteriormente por Danilo e miram diretamente a gestão do ex-presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. Durante o período, Richarlison foi convocado por três treinadores, mas só não atuou com Dorival Júnior, atual comandante. Lesões o tiraram dos amistosos contra Inglaterra e Espanha, além de afastá-lo da lista inicial para a Copa América.

O retorno de Richarlison à Seleção teve aval do técnico Carlo Ancelotti, com quem o atacante viveu seu melhor momento na Europa, pelo Everton, entre 2019 e 2021. “Montamos um bom time, fazia anos que não venciam o Liverpool na casa deles e conseguimos. Foi uma temporada com muitos gols. Fiquei feliz com a chegada de um cara vencedor, que tem tudo para vencer na Seleção também”, disse o atacante.

Apesar da titularidade no empate sem gols contra o Equador, Richarlison não conseguiu encerrar o jejum que já dura desde as oitavas de final da Copa do Mundo de 2022, contra a Coreia do Sul. Após a partida, reconheceu sua atuação discreta: “Sabíamos que seria um jogo difícil, mas quando termina 0 a 0 as pessoas logo olham para o ataque. Não tivemos tantas oportunidades.”

Na próxima terça-feira (11), o Brasil enfrenta o Paraguai, às 21h45, na Neo Química Arena, em São Paulo, pela 16ª rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Richarlison pode completar 50 jogos com a Seleção e, caso marque, igualará Philippe Coutinho como segundo maior artilheiro em atividade — atrás apenas de Neymar, com 78 gols.

Com vaga no Mundial encaminhada, a Seleção depende de uma vitória e de um tropeço da Venezuela contra o Uruguai para garantir a classificação de forma antecipada. Para Richarlison, a missão vai além dos números. “Estamos ali para honrar a camisa. Se formos campeões da Copa do Mundo, também seremos ídolos como aqueles que já ganharam tudo. A pressão existe, mas amamos vestir essa camisa”, concluiu.