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Possível candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por SC gera reações e recado político de João Rodrigues

A possível candidatura do vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado por Santa Catarina movimentou os bastidores políticos do Estado e provocou reações em diversos setores, da imprensa ao empresariado. Em entrevista ao portal ND Mais, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), avaliou que a sinalização pode ter sido uma tentativa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de reorganizar a base partidária e “acalmar os ânimos” internos.

Rodrigues, que é pré-candidato ao governo estadual em 2026, afirmou que a declaração de Bolsonaro foi estratégica. “Há uma guerra interna dentro do partido do presidente em Santa Catarina, por disputa de cargo. Isso tem gerado situações de incômodo a um projeto nacional”, disse o prefeito, apontando a movimentação como uma tentativa de conter a tensão local.

Segundo ele, a candidatura de Carlos Bolsonaro dificilmente se concretizará. “Creio que não seria com o intuito de afirmar esta candidatura como definitiva ou determinante. Acredito que ele fez isso mais para acomodar o cenário, mas é claro que devemos respeitar a força política e a liderança do presidente Bolsonaro”, destacou.

Para João Rodrigues, a tendência é que Carlos Bolsonaro dispute por seu Estado de origem, o Rio de Janeiro. “Mesmo que o eleitor catarinense seja majoritariamente de direita, creio que, ao final, Carlos deve disputar sua eleição no RJ”, afirmou.

Sinal de independência

Além da avaliação sobre a movimentação do PL, João Rodrigues deixou claro que pretende construir uma aliança própria para as eleições de 2026, com nomes ao Senado alinhados a um projeto nacional de direita mais amplo, mas que não necessariamente passam pelos filhos do ex-presidente.

“Na minha aliança vamos ter candidaturas ao Senado. Serão nomes alinhados com o projeto nacional da direita, que poderá ser liderado pelo governador Tarcísio (SP), pelo governador Ratinho Júnior (PR), que deverão ter a bênção do presidente Bolsonaro”, explicou.

A declaração também é um sinal de que o prefeito chapecoense busca manter independência em relação à condução política do PL no Estado. “A candidatura de Carlos Bolsonaro é pelo PL, que é o partido do atual governador. Mas a nossa aliança será outra”, completou Rodrigues.

Reações negativas no meio político e empresarial

Desde que a possibilidade de Carlos Bolsonaro concorrer ao Senado por Santa Catarina foi ventilada, as reações têm sido predominantemente negativas. Empresários catarinenses demonstraram desconforto com a ideia de que o Estado sirva como um “plano B” eleitoral para figuras de fora, sem ligação direta com o território e sua base social.

Entre os próprios aliados bolsonaristas no Estado, a proposta não empolgou. Santa Catarina já conta com figuras consolidadas no campo da direita, como a deputada federal Julia Zanatta (PL-SC), que já manifestou interesse em disputar a vaga ao Senado.

Especialistas consultados pelo ND Mais destacaram que o Senado tem função diferente da Câmara dos Deputados, sendo a casa que representa os Estados de maneira igualitária, com três representantes por unidade da Federação. Para eles, a candidatura de Carlos Bolsonaro por Santa Catarina, sem raízes no Estado, pode ser vista como uma estratégia frágil e artificial.

Fonte: ND+

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