
Com a chegada do inverno e a queda acentuada das temperaturas no Oeste de Santa Catarina, cresce o alerta para os riscos que o frio representa à saúde, especialmente entre os grupos mais vulneráveis: idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas.
Durante as frentes frias registradas em 2024, o Ministério da Saúde reforçou a importância de medidas preventivas para reduzir casos de complicações respiratórias, cardiovasculares e episódios de hipotermia, que podem ter desfechos graves.
Hipotermia: perigo silencioso
A hipotermia ocorre quando a temperatura corporal cai abaixo de 35°C, comprometendo o funcionamento de órgãos vitais. Segundo especialistas, os sinais de alerta variam conforme a gravidade do quadro. Nos estágios iniciais, é comum o surgimento de tremores, pele fria, palidez, cansaço e dificuldade de concentração. Em casos mais severos, os sintomas incluem confusão mental, fala arrastada, sonolência excessiva e, em situações extremas, inconsciência e risco de parada cardíaca.
O problema pode surgir de forma silenciosa, principalmente em ambientes mal aquecidos ou durante exposições prolongadas ao frio. Entre os principais fatores de risco estão o uso de roupas inadequadas, baixa proteção térmica em residências, imersão em água fria e condições de saúde pré-existentes como desnutrição e hipotireoidismo.
Grupos mais afetados
Idosos e crianças estão entre os mais suscetíveis. Nos idosos, a menor capacidade de percepção térmica, o uso de determinados medicamentos e doenças crônicas dificultam a regulação da temperatura corporal. Já nas crianças, a maior relação entre a superfície corporal e o peso favorece a perda de calor.
Pessoas com mobilidade reduzida, pacientes com doenças neurológicas e indivíduos em situação de rua também exigem atenção redobrada.
Frio agrava doenças crônicas
Além da hipotermia, o clima gelado agrava quadros de asma, bronquite e doenças cardiovasculares. O ar seco e frio pode desencadear crises respiratórias, enquanto a contração dos vasos sanguíneos aumenta o risco de infartos e AVCs entre hipertensos e cardiopatas.
Prevenção no dia a dia
Especialistas orientam cuidados simples, porém essenciais, para minimizar os riscos à saúde:
- Manter os ambientes aquecidos de forma segura, evitando correntes de ar e vedando bem portas e janelas;
- Vestir-se em camadas, com atenção especial para mãos, pés e cabeça;
- Priorizar refeições quentes e garantir hidratação, mesmo que a sensação de sede diminua no frio;
- Reduzir a exposição a temperaturas muito baixas, especialmente nas primeiras horas da manhã e no final da noite;
- Observar sinais de agravamento de doenças respiratórias e alterações na pressão arterial.
Atendimento rápido é fundamental
Diante de sintomas como confusão mental, perda de consciência ou queda brusca da temperatura corporal, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. A rapidez no socorro pode ser determinante para evitar complicações mais graves.
Com o inverno recém-iniciado, o reforço dessas medidas é fundamental para garantir a segurança e a saúde de toda a população, principalmente dos públicos mais vulneráveis.