loader-image
Maravilha, BR
temperature icon 27°C
céu limpo

Difusora Maravilha 90,3

Assassino de jogadora de futsal em Chapecó assediou namorada da vítima antes do crime

Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou, na segunda-feira (9), que o autor dos disparos que mataram a jogadora de futsal Patrícia Ribeiro, de 21 anos, em Chapecó, assediou a namorada da vítima momentos antes do crime. Patrícia foi atingida por três tiros na madrugada de sábado (7), enquanto estava com amigos em um carro no bairro Efapi, e morreu após ser socorrida.

Segundo a investigação, o crime ocorreu após uma discussão entre os ocupantes de dois veículos — um Gol, onde estavam Patrícia, sua companheira e um casal de amigos, e um Corsa, ocupado por dois homens. Um dos suspeitos, de 27 anos, teria iniciado uma abordagem provocativa às mulheres dentro do carro, tentando cortejar a namorada da vítima. O comportamento gerou uma discussão, e, em seguida, o agressor efetuou os disparos.

Além de Patrícia, outro amigo do grupo foi alvo dos tiros. Um dos projéteis chegou a perfurar sua camiseta, mas ele não foi ferido. Patrícia, por sua vez, tentou correr em busca de ajuda, mas foi atingida na lombar, no pescoço e na axila. Testemunhas prestaram os primeiros socorros até a chegada da ambulância, mas a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Patrícia era natural de Concórdia, cidade vizinha a Chapecó, e integrava a equipe da Associação Concordiense de Futsal Feminino (ACOFF). Segundo amigos, ela estava em Chapecó apenas para confraternizar e retornava para casa quando parou em um estabelecimento comercial.

Após o crime, a Polícia Militar e a Guarda Municipal realizaram cerco na cidade e localizaram o veículo usado pelos criminosos. A dupla foi detida ainda na manhã de sábado, na entrada de Chapecó. A Delegacia de Homicídios coletou provas e efetuou a prisão em flagrante dos dois suspeitos pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo.

O autor dos disparos confessou o crime e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Ele alegou ter confundido a companheira da vítima com um homem. A investigação aponta que o ataque foi motivado por razões fúteis e covardes, dificultando a defesa da vítima, que foi atingida à curta distância. O inquérito deve ser concluído nos próximos dias.

Por Sofia Mayer, João Araujo, g1 SC e NSC TV