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Leila Pereira acusa FPF de retaliação política

Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (23), no Allianz Parque, antes da partida entre Palmeiras e Ceará pela Copa do Brasil, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, criticou duramente a interdição da Arena Barueri pela Federação Paulista de Futebol (FPF). Segundo a dirigente, a decisão foi motivada por uma represália política do presidente da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos, por ela não apoiar sua candidatura à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Leila, que também é dona da empresa que administra a Arena Barueri, apontou que a interdição se deu logo após sua declaração de apoio ao candidato Samir Xaud, adversário de Bastos na eleição da CBF marcada para o próximo domingo (26).

“Investimos cerca de R$ 70 milhões em reformas. Disputamos clássicos contra São Paulo e Corinthians na Arena Barueri. E agora dizem que o estádio não pode receber jogos da Federação? É claro que isso tem cunho político”, afirmou a mandatária em entrevista à Amazon Prime.

A Arena Barueri havia solicitado autorização para sediar partidas sem público durante 20 dias, período em que realiza obras como modernização de lanchonetes e pintura. A FPF, no entanto, vetou a realização de jogos com base no artigo 8º do Regulamento Geral de Competições, que proíbe partidas sem público em torneios organizados pela entidade.

No último dia 14, o estádio chegou a receber a partida entre Palmeiras e Ferroviária pelo Campeonato Paulista Feminino, sem presença de público. A FPF considerou a realização do jogo uma infração ao regulamento e informou que o clube poderá ser punido.

Apoio a Samir Xaud e divergência sobre o manifesto da Liga

Leila confirmou seu apoio ao candidato Samir Xaud, que conta com o respaldo de 25 federações e dez clubes — apoio suficiente para inviabilizar a candidatura de Reinaldo Carneiro Bastos.

“Apoio o Samir porque ele defende as mesmas pautas que o Palmeiras: redução dos estaduais, mudança no calendário e profissionalização da arbitragem”, afirmou Leila.

Apesar disso, o Palmeiras foi um dos poucos clubes que não assinou o manifesto conjunto da LFU (Liga Forte Futebol) e da Libra (Liga do Futebol Brasileiro), que cobra mudanças no estatuto da CBF e defende a criação de uma liga nacional.

“Eu defendo a Liga, sempre defendi. Mas agora não é momento de manifesto. É momento de união e estabilidade. Depois da eleição, vamos sentar e discutir os próximos passos”, concluiu.

A dirigente confirmou presença no pleito da CBF neste domingo, e deve retornar a tempo do clássico entre Palmeiras e Flamengo pelo Brasileirão.

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